sexta-feira, 3 de julho de 2009

A agonia de uma alma


E lá está mais um corpo inerte
Emagrecido, a pele e ossos
O semblante do desespero
De saber que não há mais tempo
Que a hora chegou
Que o ultimo fio de vida se romperá
E o circulo da morte se fecha então
Quantas coisas ainda deveriam ser feitas?
Quanto o que se perdoar e pedir perdão?
Quanto amor ainda tem para se dar?
E quanto amor ainda tem para ser recebido?
Mas a vida se torna frágil
Na sua muda voz só lamentos
Um grito de agonia e desespero no silencio
Algo que não pode ser ouvido
Onde é transformado em mais um gemido
Sentimentos abafados onde transforma
Ainda mais dolorosa a partida
Tanto tinha que ser feito
Muito tinha que se fazer
Mas agora é tarde
O fio se rompe...
O circulo se fecha
E alma agonizante abandona o corpo caquético
Com a certeza que tudo poderia ter sido diferente
E com o lamento de nunca ter tentado.

Erigir


Aqui estou de pé..
Firme e convicto.
Para quem acreditava em minha decadência,
Ressurjo das cinzas, tal como a fênix.
E sigo em frente...
Agora mais forte e convicto
E continuarei gritando, lutando.
E seguindo em frente pelo que acredito
Por aquilo que amo
Não desistirei da vida, não me tornarei um zumbi.
Não deixarei minha vida ao acaso,
Não entregarei meu sangue aos vermes,
Minha carne aos animais,
E meus ossos a agonia
Não passarei meus dias lamentando
Melhor chorar pela queda da derrota
Do que desperdiçar minha vida
Lamentando...
por não ter lutado.
A cada queda, a cada derrota, a cada lágrima
Fortalece-me para seguir em frente e levantar e lutar...
Eis minha convicção
Não serei apenas mais um qual a vida passa
Sem saber um porque
Darei um porque na minha vida
Não serei mais um zumbi a caminhar sem norte
Sou vivo, me sinto vivo, tenho vida pulsando em mim,
E dela eu sou dono e decido como guiá-la
Não desistirei, vou seguir em frente
Não entregarei meu sangue aos vermes
Minha carne aos animais,
Meus ossos a agonia!!!!!