domingo, 10 de julho de 2011

Embainha minha espada


Qual a hora de embainhar a espada?
Eis a pergunta que martela em minha mente.
Cansado do homem velho e a espada marcada por muitas batalhas,
algumas ganhas, outra perdidas, e outra ainda sem respostas.
O braço cansado, já não consegue mais levantar a espada,
a velha companheira de lutas, cujo corte não é o mesmo.
As mãos calejadas não seguram o cabo como antes,
os braços cheios de cicatrizes não tem a força de antes.
Meus olhos cansados não suportam a loucura da batalha de antes.
O que fazer? Aceitar o novo e renovar o velho homem?
O espírito cansado das batalhas sangrentas, relembra a frase de um grande Mestre:
"Embainha tua espada!"
Diante desta singela frase, mas com um conteúdo de ensinamento incalculável,
Busco outras lutas, coloco minha espada na bainha. A velha carcaça se desfaz e com o espírito renovado, um novo corpo surge.
Um novo corpo, com um velho espírito, buscando a evolução, cansado das velhas batalhas, buscando a batalha para sua própria evolução e renovação.
O caminho do guerreiro, agora sem espada, busco saciar minha sede, atrás do Mestre, que irá ensinar como vencer o maior adversário. Eu mesmo.
Não só embainho a espada, mas a enterro junto ao meu passado.
Um espírito antigo, renovado, renascido, sigo em frente....

sábado, 12 de março de 2011

Um insano a caminhar.




Chego num caminho obscuro e sombrio. Uma gélida e úmida estrada vejo em minha frente, onde não vejo nada ao redor, apenas um imenso e gélido vazio, o qual instintivamente prossigo a caminhar. Diante do medo que atormenta todo meu ser, procuro reunir forças e seguir este gélido, sombrio e solitário caminho. Mas para onde irei? Qual local tenho que chegar? Mudo, prossigo sem respostas. À medida que caminho, ouço gritos e sussurros e um frio gelado corta toda minha espinha como uma lâmina fria e afiada, paralisante, o medo enaltece em mim. Meu coração acelera os batimentos, mas mesmo assim permaneço inerte ao frio sombrio que toma conta do meu ser. Parado, prossigo minha reflexão: Qual local tenho que chegar? Para onde terei que ir? Qual o significado disto? Diante de um esforço inimaginável, sigo em frente, passo a passo na estrada gélida, úmida e obscura. Gritos e sussurros cessam, mas após alguns instantes de um silêncio cruel, em meus ouvidos surge uma aguda voz, enlouquecedora, que parece que cortou meu cérebro por inteiro, tapo meus ouvidos, mas quanto mais eu quero abafá-la mais ela se enaltece. Diante deste assombro agudo, busco forças e corro pela gélida estrada, percebo que aos poucos ela vai sumindo e o cruel silêncio se faz presente novamente, e assim caminho, ouvindo somente meus passos, sigo este assombroso caminho. Adiante, parece que vejo algo a refletir, mas ao aproximar, gritos e sussurros, e o agudo grito, retornam de uma intensidade ainda maior, e imagens de monstros e fantasmas começam a aparecer até que se tornam real. Meus batimentos aceleram, meu sangue circula mais rápido no meu corpo, minha respiração acelera, pupilas se dilatam, e eu fico em sentido de atenção diante do medo que toma conta de mim. Mas aquele reflexo que vejo me chama a atenção e observo que os monstros e fantasmas querem me impedir de chegar até ele. Percebo que ali está a resposta que preciso pra acabar com este medo e sair deste desconhecido. Com o pouco de coragem que me resta, resolvo enfrentar os monstros e fantasmas. Mas cada vez que venço um, outro surge em seu lugar, e uma voz amedrontadora me diz: você não via conseguir vencer, você não tem forças pra isso, você não irá suportar tal descoberta, desista! Mas apesar de todo medo, continuo a lutar e agora os monstros e fantasmas quando derrotados não mais retornam, e passo a passo, após sangue, e cicatrizes construídas no meu corpo, me aproximo de um objeto que reflete uma luz prateada, que quanto mais perto me aproximo, mais ela se intensifica, mas ao tocá-la, após um intenso clarão, o objeto se mostra e diante de mim um espelho se faz presente, e a imagem de mim se reflete nele.

Unheimlich


Espelho...
Frente a ele me deparo comigo mesmo
Uma angustia atormentadora toma conta de mim
Medo...
De descobrir o que sou
Fraquezas, temores, impotência.
Meus olhos sobre mim
Minha mente se atormenta
Mas não há como fugir deste encontro.

Tão estranho e tão familiar
Face a face comigo - não consigo fugir
Tão estranho e tão familiar
Com medo do que sou – não há como fugir


Reflexos
Impotência, raiva, rancor, amor
Sentimentos da humanidade dentro de mim
Tão fraco e tão forte
Um espelho despedaçado tentando se recompor
Angustia... desespero
O medo de não se reerguer
A imagem no espelho nada mais reflete
Tão forte e tão fraco
Tão humano...

Meus olhos vermelhos - o desespero acontece
Mas sigo em frente
Tão estranho e tão familiar

quinta-feira, 3 de março de 2011

No silêncio da noite


No silêncio da noite
desdobro meu espirito,
livre a vaguear numa dimensão nova
por onde minha mente livre o leva,
No silêncio da noite,
o espirito livre
reencontra os que já foram
e tamabém os que virão,
no silêncio da noite,
o aprendizado é continuo,
não para, prosegue e interage,
no silencio da noite,
com meu pensamento
voô em direção de algo Maior
no silencio da noite,
alimento meu espirito,
no silencio da noite,
entendo que a vida é algo mais,
que o extrafisico existe,
que irei além, e não ficarei aquém
no silencio da noite,
contemplo a Natureza e todas as suas Leis
no silencio da noite,
conheco a verdadeira Vida,
que vai além da Morte,
no silencio da noite,
conheço a Verdade de que nada termina,
no silencio da noite,
compreendo que nada termina e tudo contiua e segue adiante.

Citando Arnaldo Jabor


fonte da imagem:http://mulheres-normais.blogspot.com/2011/01/sos-teresopolis-petropolis-e-nova.html

"É melhor você ter uma mulher engraçada do que linda, que sempre te acompanha nas festas, adora uma cerveja, gosta de futebol, prefere andar de chinelo e vestidinho, ou então calça jeans desbotada e camiseta básica, faz academia quando dá, come carne, é simpática, não liga pra grana, só quer uma vida tranqüila e saudável, é desencanada e adora dar risada. Do que ter uma mulher perfeitinha, que não curte nada se veste feito um manequim de vitrine, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps.
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite?
O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas e daí? Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução. Mas ainda não criaram um remédio pra FUTILIDADE!!"

"E não se esqueça....
Mulher bonita demais, jaca e melancia grande, ninguém come sozinho!!!!!"
Arnaldo Jabor

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Da queda ao prosseguir.


Assim sigo meu caminho;
doloroso, espinhento, arduo.
O qual a cada passo, vejo minha queda,
e a cada 3 passos, a queda se faz;
mas ainda que haja ferimentos em meus joelhos,
em minha face;
diante de mim, uma luz vem enaltecer
o restante da chama em meu coração,
me ponho em pé, reergo-me.
Respiro...observo o que me faz cair,
Reflito...busco meios pra não tropeçar os mesmos tropeços.Cabisbaixo, cerro meus olhos,
volto-me ao âmago de minh'alma.
Direciono meu pensamento à Deus em uma prece sofrida,
Diante da queda....a lição aparece,
Diante das marcas no meu corpo e alma,
o alerta pra não cair.
Lágrimas caem dos meus olhos.
Envergonhado fico diante da queda, mas feliz me sinto por estar em pé.
Agradeço a Deus por levantar,
e suplico coragem e força pra continuar.
Meu coração se aquece e sigo adiante!!!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Nocturnus


A escuridão caiu sobre meu corpo
A luz das estrelas tornam-se opaca
tornando-me incapaz de sonhar.
Noite...
atormentado por pesadelos
me aprofundo na imensidão escura e fria da noite.
A opacidade se intensifica
mais distante ficam as estrelas,
meu corpo inerte fica distante de minha alma...
sufocada, angustida, retorcida.
Estendendo sua mão para tocar a mão do meu corpo,
para não cair no abismo da escuridão eterna.
Noite...
dentro da escuridão, entre risos sarcásticos e gemidos bestiais,
tento alcançar meu corpo
Toco minha mão, meu corpo estremece angustiado,
e após o suspiro....
o Dia se faz.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Devaneio



Como areia, entre meus dedos
Minha esperança escorre,
Misturada junto às lágrimas de minha face,
Encontram-se ao chão.
Sem forças, assumo-me ajoelhado
Perante a vida...
Sem forças, desabo e caio ao chão;
Sem forças, nem rastejar consigo.
As lágrimas continuam a sair
A esperança mais distante
Segue adiante...
Rastejando tento ir atrás...
Mas apenas um fio dela posso enxergar...
Distante ela se vai, rastejando sigo meu caminho,
Esticando meu caquético braço
A fim de agarrar o ultimo fio de esperança que consigo ver
E assim, quem sabe...
Tecer um novo destino, agarrado novamente à esperança.

A completa ausência do barulho


Condicionados a engolir
O que é produzido pela sedutora sociedade
Acabamos acostumados com o silencio
Cego, surdo e mudo – seguimos consumindo.
Sem critica – aprendemos a aceitar
Como moscas na teia da aranha
Somos aprisionados e mortos antes do tempo
Sem sonhos, matamos nossa vida
A completa ausência do barulho
O silencio é a própria morte
Como zumbis concidionados a aceitar e engolir
Somos peões neste jogo capital
Uma escravidão aceita pelo silêncio
Um silêncio que não mata só a nós
Mas cada ser humano que tem seus direitos violados.
Um silêncio que aumenta a exploração, preconceito.
É o domínio neoliberal (demônio capital)
É preferível a morte a uma vida sem sentido!
Não vou mais me calar perante suas regras burguesas
Não vou mais aceitar sua censura
E não vou mais baixar minha cabeça
Perante suas mentiras e seu jogo de poder
Vou quebrar seu silencio imposto
Pelo grito da liberdade.

terça-feira, 30 de março de 2010

Uma Flor para Narciso


Espelho...
o melhor angulo que vê a vida,
o mais belo que consegue capitar pra si,
Nada mais importa,
apenas o reflexo da vida diante do espelho.
Nada mais tão belo, nada mais tão formoso.
Diante do espelho passa a se admirar,
diante do espelho nada mais importa,
apenas sua imagem, nada é mais belo, nada é mais formoso;
Ao canto esquerdo superior do espelho
surge algo de uma cor maravilhosa,
"será o reflexo de minha alma? Pois de onde surgiria cor tão bela?"
Mas a medida que mais profundo olha no espelho,
percebe que não é sua alma, e sim uma flor...
oferta de alguem, que não se lembra quem,
que ignorou devido ao seu inflado ego erotizado.
De repente nasce a ira, pois como pode existir algo mais belo.
Uma flor para Narciso, e a ira, o ódio aparece e enaltece.
Tomado de uma furia insana, seus olhos soltam raios de ódio,
e com a mão cerra o punho, e mira no espelho contra o reflexo da flor.
O espelho se despedaça...
sua imagem se quebra...
Narciso vai ao chão, em prantos, sua imagem não é mais bela...
não suporta sua imagem despedaçada, perante ter ignorado a flor,
sua imagem se despedaça...ao descobrir que algo é mais belo que ele prórprio
Como o espelho, seu ego é despedaçado...em prantos fica ao chão...
E a flor, na sua humilde essência, mantém seu esplendor.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Irreal


Com medo de pisar ao chão, segue flutuando pela estrada de tijolos amarelos;
a busca do seu castelo sem sombras, diante do amargo conto de fadas que construiu.
Um rosto de sem expressão buscando um sorrisso falso, ilusório,
Vivendo a falsa felicidade do mundo de Peter Pan e Alice.
Fingindo não existir a dor do mundo real,
mas caindo na teia de dor maior do conto de fada que criou.
Seus pés então tocam a chão.
O castelo sem sombra se desfaz na sua frente,
e diante de si, aparece a cova que construiu, fingindo não saber.
Onde está Peter Pan e Alice? Os rostos agradáveis se tornaram monstros que lhe atormentam...
Sem opção, é necessário tocar o chão real, cheio de espinhos, que um dia quis negar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Caminhar de um insano



Obscurecida é a luz...
Por causa da sombra de seu império
Esta escuridão que tenta impedir
O nascer da flor da esperança;
Nos corações ardentes pela chama da liberdade
E estou aqui, insano..
Fugindo desta realidade asfixiante
Não me tornando mais um
Em seu maldito jogo
Não me tornarei adicto – nego suas químicas
não me tornarei lascivo – nego seus prazeres
Não serei seduzido – nego seus tesouros
Insano – caminhando, lutando para respirar
Neste mundo asfixiante eu ainda respiro
É preferível ser louco
Do que aceitar o lixo da normalidade imposta.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Resurgo


Corrompido, destruído, violado.
A vida esvazia-se de minhas mãos
Pelo sopro da sedução
Meu coração se petrifica
Minha alma se esvazia
Meu corpo se decompõe
Corrompido, destruído, violado,
Quase morto...
Mas ela não venceu
Em um instante do tempo
Meu coração se aquece e se incendeia novamente
Trazendo de volta minha alma
Reabilitando meu corpo, recomponho-me
Respirando e pensando novamente
Ainda vivo
Respiro e penso por si só
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sábado, 19 de setembro de 2009

Vazio...preenchendo...



Às vezes olho pra dentro e nada encontro;
Apenas um vazio, gélido, sombrio...
O encontro solitário, que ousei fugir,
Mas agora ele bate a minha porta,
Não há como fugir mais,
É hora de voltar para meu âmago...
Sentar no banco de um jardim opaco,
E descobrir quem eu sou e por que eu sou.
Mas o gélido vazio dentro de mim assombra,
Ventos gelados, tempestades, furacões...
O encontro esperado, uma tormenta interminável,
Mas lá estou sentado no banco de um jardim opaco,
Comigo mesmo e para mim mesmo,
Tentando me descobrir, procurando me compreender,
Um árduo refletir, mas não há como fugir...
Um monólogo quase interminável, e inevitável,
E agora me sento, respiro e reflito... sempre.

Pensando sobre borboletas.


Conversando com uma amiga sobre borboletas e o quanto ela é apaixonada por estes seres incríveis,comecei a ter um melhor olhar sobre elas. São 120 mil borboletas registradas, mas há relatos de 200 mil espécies destes seres maravilhos que pesam 0,3 gramas e que desde seu surgir como lagarta, o que pra muitos são seres horroros que só sabem comer folhas (e muitos de nós pastamos muito na vida , certo?), entram na fase de metamorfose, a pupa, e na crisálida que a feia lagarta se subblima e tranasforma-se em borboleta. Trazendo isto para nossa vida, e para o que acontece ao nosso redor, podemos fazer uma reflexão. Quanto de nós não queremos ser borboletas ou ter borboletas no jardim de nossas vidas? Contudo ainda, não queremos nascer lagartas,comer folhas, entrar na fase da pupa, ficar em catarse na fase da crisálida e assim renascermos borboletas. Será que queremos cultivar lagartas para termos borboletas? Penso que queremos as borboletas, pois são belas, e não cultivarmos as lagartas e acompanhar todo este belo processo de metamorfose. Muitas vezes também queremos que as borboletas venham até nós, mas o nosso jardim não está preparado para recebê-las, e por isso elas não ficam conosco. Precismos antes de nos tornarmos borboletas, vencer todas as etapas de lagarta para atingirmos a sublimação da metamorfose; talvez aquela lagarta que nos acompanha, passará por isto e se transformará na mais bela borboleta que existiu, e ela poderá, se permitir, vir agradecer por estar junto nesta caminhada, pousando em seu ombro e caminhado até seu coração. Precisamos olhar melhor nosso jardim, será que ele está sendo cultivado adequadamente? É só ver quantas borboletas vem visitar o jardim e assim saberemos como ele está. O mais interessante de tudo isto é que as borboletas passam por tudo isto, da lagarata até a borboleta, vivendo por duas semanas como borboletas, contudo estas duas semanas são de extrema valia, visto que são como pinturas que voam pela natureza e nos faz parar e admirar tamanha beleza. É nós? Vivemos em média 65 anos, outros mais, outros menos, e quantas alegrias levamos? Quantas paisagens enfeitamos? Quantas borboletas trazemos pra perto de nós? Sim, é algo pra se pensar...as borboletas nos ajudam a refletir....

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A agonia de uma alma


E lá está mais um corpo inerte
Emagrecido, a pele e ossos
O semblante do desespero
De saber que não há mais tempo
Que a hora chegou
Que o ultimo fio de vida se romperá
E o circulo da morte se fecha então
Quantas coisas ainda deveriam ser feitas?
Quanto o que se perdoar e pedir perdão?
Quanto amor ainda tem para se dar?
E quanto amor ainda tem para ser recebido?
Mas a vida se torna frágil
Na sua muda voz só lamentos
Um grito de agonia e desespero no silencio
Algo que não pode ser ouvido
Onde é transformado em mais um gemido
Sentimentos abafados onde transforma
Ainda mais dolorosa a partida
Tanto tinha que ser feito
Muito tinha que se fazer
Mas agora é tarde
O fio se rompe...
O circulo se fecha
E alma agonizante abandona o corpo caquético
Com a certeza que tudo poderia ter sido diferente
E com o lamento de nunca ter tentado.

Erigir


Aqui estou de pé..
Firme e convicto.
Para quem acreditava em minha decadência,
Ressurjo das cinzas, tal como a fênix.
E sigo em frente...
Agora mais forte e convicto
E continuarei gritando, lutando.
E seguindo em frente pelo que acredito
Por aquilo que amo
Não desistirei da vida, não me tornarei um zumbi.
Não deixarei minha vida ao acaso,
Não entregarei meu sangue aos vermes,
Minha carne aos animais,
E meus ossos a agonia
Não passarei meus dias lamentando
Melhor chorar pela queda da derrota
Do que desperdiçar minha vida
Lamentando...
por não ter lutado.
A cada queda, a cada derrota, a cada lágrima
Fortalece-me para seguir em frente e levantar e lutar...
Eis minha convicção
Não serei apenas mais um qual a vida passa
Sem saber um porque
Darei um porque na minha vida
Não serei mais um zumbi a caminhar sem norte
Sou vivo, me sinto vivo, tenho vida pulsando em mim,
E dela eu sou dono e decido como guiá-la
Não desistirei, vou seguir em frente
Não entregarei meu sangue aos vermes
Minha carne aos animais,
Meus ossos a agonia!!!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Renascer


O arcaico e o inovador
A eterna batalha
O medo de permanecer inerte
Contra ao medo do desconhecido
Arriscar, deixar pra trás tudo que foi construído
Em busca de uma nova certeza, que ainda não é certa
Ou permanecer com o antigo que mesmo certo,
Mas no futuro parece estar incerto?
O arcaico e o inovador
Dois demônios brigando dentro de mim
E um deles tem que vencer
O qual entregarei minha vida
O arcaico já cansado desiste
A aurora do inovador
Ascende a chama que antes só mantinha uma luz opaca
Agora brilha,
Brilha nos olhos de alguém que busca mudanças
Que se liberta dos velhos demônios
E vai atrás do demônio inovador
Que ainda é incerto
Mas que fez a sua escolha
Quebrando os grilhões do passado e abraçando o inovador

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Interlúdio



A cinza do céu,
Misturado ao hipnótico barulho
Das gotas de chuva caindo sobre a terra
Observando através da janela
Com o olhar no horizonte
Procurado enxergar distante
O que para mim a vida me reserva
Morrer, só na chuva?
Ou mesmo molhado seguir caminhando?
Como por encanto, o tempo então para;
E entro no âmago do meu eu
No abismo escurecido de minha alma
Em busca da resposta
Enfrento meus demônios
Saio machucado, porém vivo...
E de repente,
O cinza se torna azul
O primeiro raio de sol
Atravessa a janela diretamente
Sobre minha cabeça
Retorno à sórdida realidade
a chuva se evapora como o calor do sol
E eu...
Em frente, me secando e caminhando…

sábado, 2 de maio de 2009

Sentido e Vivido



Aqui te entrego minhas dores
Minha própria tragédia
Apenas sentida, apenas vivida
Aqui te entrego toda dor
Toda pertubação psique
Apenas sentida, apenas vivida
Aqui te entrego todo meu rancor
Que atormenta meu coração
Apenas sentido, apenas vivido
Aqui te entrego todo ódio
Que estupra minha alma
Apenas sentido, apenas vivido
Aqui entrego todo meu egoísmo
Que me acorrenta aos erros
Apenas sentido, apenas vivido
Mas...
Aqui te entrego meu amor
Pois ainda vivo
Apenas sentido, apenas vivido.